Hector Vivas / Derecho a Informar / AP
Hector Vivas / Derecho a Informar / AP

Jornalista é encontrado morto no México com sinais de violência

100 jornalistas foram assassinados no país desde 2000. País é tido como um dos mais perigosos do mundo para a imprensa

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 03h39

CUERNAVACA, MÉXICO - Um jornalista foi encontrado morto no porta-malas de um carro abandonado no estado de Morelos, região central do México, nesta terça-feira, 30. O corpo de Rogelio Barragán, diretor do portal Guerrero Al Instante, foi encontrado "com ferimentos bruscos no rosto e uma lesão na área do cérebro", informou a promotoria do estado. O país é tido como um dos mais mortíferos do mundo para profissionais da imprensa. 

"Ele tinha mais de 10 anos de trabalho jornalístico", disse a representante da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Balbina Flores, para quem o "perfil" de Barragán era de um jornalista que enfrentava "riscos". "Vamos continuar investigando mais para ter certeza se o assassinato dele teve a ver com o trabalho." 

Ataques à imprensa

A RSF contabilizou o assassinato de sete jornalistas apenas este ano.  O presidente do México, Andrés López Obrador, prometeu durante sua campanha exercer uma política mais efetiva de proteção à imprensa. "Foi um ano terrivelmente desastroso para a liberdade de imprensa. Esperávamos que essa situação não continuasse até o governo, mas vimos que não, isso não diminuiu", concluiu Balbina.

Em maio, houve uma média de dois ataques a jornalistas por dia, a maioria deles cibernéticos e supostamente atribuíveis a funcionários e ao crime organizado, disse o delegado da RSF. Cem jornalistas foram mortos no México desde 2000. O México se classifica em 2019 como o "país mais mortífero do mundo para a imprensa", segundo a RSF.

Desde 2000, 100 jornalistas foram mortos no México. O México se classifica em 2019 como o "país mais mortífero do mundo para a imprensa", segundo a RSF. / AFP

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