Jornalista é morto no Curdistão e outros 3 desaparecidos

Um jornalista australiano da rede de televisão ABC morreu hoje quando uma mina ou granada explodiu o automóvel em que viajava no Curdistão iraquiano, informou a Ong Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Outras quatro pessoas que estavam no mesmo veículo também morreram nas proximidades de um campo do grupo militante Ansar al-Islam, cuja base no norte iraquiano foi atacada por mísseisde cruzeiro americanos. A organização denunciou também o desaparecimento deoutros três colegas, e disse que um repórter ficou ferido no sul do Iraque. .Jornalistas haviam ido a um posto de controle, na aldeia curda de Khormal, perto da fronteira iraquiana, para entrevistar centenas de refugiados que fugiam da região que fora atacada, e um dos carros acompanhando os refugiados explodiu, segundo testemunhas.Um fotógrafo que testemunhou a cena disse que o ataqueparecia ser dirigido a um grupo de jornalistas que ali estavam. Também ficou ferido um outro jornalista na explosão.Os quatro integrantes da equipe da rede de televisão britânica Independent Television News (ITN) se encontravam no sul iraquiano, sob fogo cruzado em Iman Anas, a caminho de Basra em veículos não identificados e distantes dos comboios militares. Os desaparecidos são o repórter britânico Terry Lloyd, de 51 anos, o cinegrafista Fred Nerac e o tradutor HusseinOthman.Outro cinegrafista, o belga Daniel Demoustier, foi ferido enquanto a equipe seguia para Basra em dois veículos. AITN afirmou que Demoustier, que foi hospitalizado, não conseguiu ver o que ocorreu com seus colegas.A RSF, que se comprometeu a denunciar as baixas entre os homens da imprensa em seu site na Internet, www.Rsf.Org,manifestou-se chocada pela morte do jornalista e pelos ferimentos e o desaparecimento de outros colegas. "Estes homens pagaram um alto preço por sua vontade deinformar livre e plenamente sobre as operações militares emBagdá", afirmou a Ong."Em um conflito caracterizado por uma luta intensa entre os meios de comunicação, a busca por notícias independentes se torna essencial para assegurar que a informação possa ser isenta de distorções e propaganda", acrescentou a RSF.Veja o especial :

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