Jornalista é seqüestrado e torturado por engano no Iraque

Rebeldes seqüestraram e mantiveram em cativeiro por dois dias um jornalista iraquiano que trabalhava para a Agência France Presse na cidade de Ramadi. Antes de ser libertado, ele apanhou muito e levou coronhadas de fuzis. As informações foram divulgadas hoje pela agência de notícias AFP. Ammar Daham, que também é fotógrafo, cobria os confrontos de sábado entre policiais iraquianos e rebeldes em Ramadi, cidade próxima a Bagdá, quando foi seqüestrado por rebeldes que se intitulam "mujahedin", disse o chefe do escritório da AFP em Bagdá, Sammy Ketz.Os rebeldes vendaram os olhos de Daham e o levaram dentro de um veículo até seu esconderijo na vizinha Faluja, onde foi interrogado e atingido por golpes, disse Ketz. Ontem, a família de Daham recebeu um telefonema de rebeldes que disseram que o haviam seqüestrado por engano e que ele seria libertado em breve. Depois, Daham apareceu estendido em seu carro, inconsciente, em um centro industrial vizinho a Ramadi. Os seqüestradores roubaram sua câmera e o telefone celular, e escreveram "não é culpado" em seu carro. Os moradores locais o levaram prontamente a um hospital de Ramadi, onde os médicos disseram que seu estado era grave, mas que não corria risco de vida, segundo Ketz.

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