Jornalista egípcia condenada por difamação

A Corte Criminal de Gizé, no Egito, condenou uma jornalista do jornal de oposição Al Fagr ("O amanhecer") a um ano de prisão por difamar do presidente de um tribunal de Alexandria, segundo informe da imprensa nesta quarta-feira. A repórter também terá que pagar uma multa de US$ 1,7 mil. O diário oficial Al Ahram afirmou que Amira Malash foi condenada na terça-feira depois de ser denunciada pelo presidente de um dos tribunais alexandrinos. Segundo o documento apresentado à promotoria geral egípcia, Malash acusou o secretário judicial de receber suborno em um artigo publicado pelo jornal. Porém, não apresentou documentos nem fontes que confirmassem a informação, o que poderia ser considerado crime de difamação. Malash afirmou durante as investigações que seu artigo foi documentado com testemunhos e fontes confiáveis e insistiu que não inventou nada. A sentença foi publicada duas semanas depois de um jornalista do jornal liberal Al-Masri al-Youm ser condenado pela Corte Penal do sul do Cairo a um ano de prisão por crime de difamação contra um ex-ministro da Fazenda. Depois do veredicto, várias organizações de defesa de jornalistas pediram ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, que cumpra o compromisso assumido há dois anos de acabar com as prisões por delitos de imprensa.

Agencia Estado,

08 Março 2006 | 18h20

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