Ahmed Khaled/Efe
Ahmed Khaled/Efe

Jornalista egípcio é detido por 'insultar presidente do país'

Islam Afifi é acusado de 'divulgar informações falsas que podem prejudicar a ordem pública'

Efe,

23 de agosto de 2012 | 11h05

CAIRO - Um tribunal egípcio ordenou nesta quinta-feira, 23, a detenção preventiva do redator-chefe do jornal "Al Dostur", Islam Afifi, na primeira audiência de um julgamento no qual ele é acusado de insultar o presidente do país, Mohammed Mursi, informou o advogado do réu.

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Asem Qandil, que defende Afifi, disse que o Tribunal Penal de Guiza também decidiu adiar o julgamento para 16 de setembro para permitir que os advogados preparem a defesa.

 

O jornalista é acusado de "insultar o presidente da República" em uma publicação e por "divulgar rumores e informações falsas que podem prejudicar a ordem pública e propagar o pânico entre a população". Esta é a primeira vez que um jornalista é julgado no país desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, caso que levantou críticas de associações de defesa da liberdade de expressão dos países ocidentais.

Qandil lamentou que a corte não tenha distinguido o que é informação e o que é opinião nas publicações de Afifi, já que as notícias foram atribuídas a fontes, enquanto a parte de opinião reflete o ponto de vista do jornalista. Com relação à detenção preventida de Afifi, o advogado assegurou que o tribunal tem direito de tomar essa decisão, embora tenha criticado "um direito que foi aplicado de forma inadequada".

Qandil explicou que essa medida só é aplicada quando o tribunal vê que existe risco do acusado não comparecer ao julgamento, algo que, segundo o advogado, não ocorre no caso de Afifi, que assistiu de forma voluntária a primeira sessão.

No dia 13 de agosto, a Procuradoria Geral egípcia anunciou que o redator-chefe do "Al Dostur" e o diretor do canal de televisão "El Farain", Taufiq Okasha, conhecido defensor do antigo regime, deviam responder por injúrias contra o islamita Mohammed Mursi.

As autoridades egípcias ordenaram, no começo de agosto, a suspensão por 30 dias do canal "El Farain" após a denúncia apresentada pelo Partido da Liberdade e Justiça.

 

 

 
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