Jornalista feito refém na Síria diz que captor é suspeito de ataque a museu

Nicolas Henin, libertado em abril, afirmou ter reconhecido o francês em um vídeo que assistiu após a prisão do acusado

O Estado de S. Paulo

06 de setembro de 2014 | 19h17

PARIS - Um jornalista francês que foi sequestrado e mantido em cativeiro durante meses na Síria disse neste sábado, 6, que um de seus captores é o francês suspeito de ter matado quatro pessoas em um atentado em maio no Museu Judaico de Bruxelas.

O repórter Nicolas Henin disse ter reconhecido Mehdi Nemmouche em um vídeo que assistiu em razão de uma investigação. "Após a prisão de Mehdi Nemmouche me mostraram alguns documentos que me permitiram reconhecê-lo formalmente."

Henin, libertado dia 20 de abril junto com outros três franceses, disse que durante o cativeiro o sequestrador o golpeou com uma luva que havia comprado "especialmente para atacá-lo". "Ele não atacou outros ocidentais, mas era possível ouvi-lo torturar prisioneiros sírios."

Nemmouche, de 29 anos, está em custódia na Bélgica pelo ataque de maio e comparecerá a uma corte belga neste mês.

Henin descreve Nemmouche como integrante de um grupo de franceses que participa dos mesmos círculos do Estado Islâmico na Síria. "Quando não estava cantando, estava torturando", disse Henin. Ele e outros três jornalistas franceses - Didier Francois, Edouard Elias e Pierre Torres - passaram dez meses mantidos em cativeiro por um grupo extremista na Síria. / REUTERS

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