Jornalista francês prisioneiro do Taleban fala à <i>BBC</i>

Michel Peyrard, o jornalista francês da revista Paris Match, detido em 9 de outubro pelos talebans após ter entrado no Afeganistão disfarçado de mulher, falou de sua prisão em Jalalabad à BBC. "Sabia perfeitamente que o risco de ser preso era grande", disse o jornalista, veterano das guerras na Bósnia, em Kosovo e na Chechênia, durante uma entrevista concedida durante a coletiva montada pelos talebans para os jornalistas ocidentais em Jalalabad. O repórter, acusado de espionagem - crime que no Afeganistão pode ser punido com a pena de morte -, explica que usou a burqa (véu que cobre as mulheres afegãs) convencido de ser esta a única maneira de movimentar-se e trabalhar melhor, mas que não tinha a intenção de esconder-se. "Uma vez chegado a Jalalabad, estava decidido a entrar em contato com as autoridades do Taleban para tentar obter o visto oficial". Mas Peyrard não teve tempo para isto e agora está preso junto com dois paquistaneses que o acompanhavam, esperando julgamento e sabendo que sua sorte pode ser muito pior do que a da jornalista inglesa, libertada pelos talebans no início de outubro. O mulá Taj Meer, chefe de inteligência para a província de Nagarhar, cuja capital é Jalalabad, disse claramente que no caso do jornalista francês "não mostraremos a mesma indulgência que tivemos com Yvonne Ridley". Leia o especial

Agencia Estado,

17 Outubro 2001 | 16h12

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.