Jornalista francesa é atacada no Cairo

A correspondente da TV France 24 foi "atacada selvagemente" perto da praça Tahir, no Cairo, ao ser cercada por uma multidão, informou a rede de TV, neste sábado. Este é o caso mais recente de violência contra mulheres no centro dos protestos no Egito.

Agência Estado

20 de outubro de 2012 | 20h01

Em comunicado, o canal de TV diz que Sonia Dridi foi atacada na sexta-feira, depois de entrar ao vivo, fazendo matéria sobre um protesto na praça. Ela foi resgatada por um colega e por testemunhas.

A rede de TV não forneceu detalhes sobre o ataque, mas diz que seus funcionários estão "extremamente chocados", mas estão a salvo. A embaixada da França está trabalhando para levar Dridi de volta à França.

"Mais assustada do que ferida", escreveu Dridi, em francês, em sua página no Twitter, neste sábado. Ao se referir a um colega, ela escreveu "Obrigada a Ashraf Khalil por me proteger na Tahir na noite passada. A multidão era intensa. Graças a ele eu escapei".

Ashraf Khalil trabalha no serviço em inglês da France 24. Ele disse que a multidão os cercava enquanto eles faziam a reportagem ao vivo. Ele disse que o ataque e o resgate levaram cerca de meia hora, mas o tempo pareceu mais longo do que isso. Ele estima que pelo menos 30 homens estavam envolvidos no ataque, e disse que arrastou a jornalista para um restaurante com porta de metal para mantê-la fora do alcance da multidão.

No auge das manifestações contra Mubarak, Lara Logan, correspondente da rede norte-americana CBS foi violentada e espancada na praça Tahir. A Anistia Internacional disse, em relatório, em junho, que tais ataques parecem ter como objetivo intimidar as mulheres e evitar que elas participem da vida pública. As informações são da Associated Press.

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