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Jornalista japonês pode ter sido sequestrado pelo EI na Síria

Conta no Twitter de Jumpei Yasuda não é atualizada desde o dia 20, quando ele estava na região de Kobani; chancelaria japonesa evita comentar caso

O Estado de S. Paulo

10 de julho de 2015 | 10h27

TÓQUIO - Um jornalista japonês desapareceu na Síria e a principal suspeita é que ele tenha sido sequestrado pelo Estado Islâmico (EI), fato que já ocorreu neste ano quando dois cidadãos do país asiático foram executados após terem sido capturados pelos jihadistas, informou nesta sexta-feira, 10, a agência "Kyodo".

Questionado sobre o sumiço do jornalista, o Ministério das Relações Exteriores do Japão se negou a confirmar o "desaparecimento ou sequestro de qualquer cidadão japonês na Síria".

Acredita-se que o jornalista desaparecido é Jumpei Yasuda, que trabalhava como "freelancer" na Síria e cuja conta no Twitter permanece inativa desde o último dia 20. Seus últimos tuítes mostram que ele estava na região de Kobani, salva pelas forças curdas das ofensivas do EI em fevereiro.

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida, disse hoje não poder confirmar que Yasuda tenha desaparecido ou sido capturado por algum grupo armado. Em 2004, o jornalista foi sequestrado por insurgentes no Iraque, mas acabou libertado poucos dias depois.

A principal suspeita é que o jornalista tenha caído nas mãos do EI na região depois das capturas do também jornalista Kenji Goto, de 47 anos, e de Haruna Yukawa, de 42, no ano passado. Os jihadistas exigiram um resgate em dinheiro em troca de libertar os reféns. Como não receberam o dinheiro, executaram os dois japoneses e divulgaram o vídeo das decapitações na internet. / EFE

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