Jornalista morre após ser baleado com cinco tiros no México

Jornalista morre após ser baleado com cinco tiros no México

Pelo menos sete jornalistas já foram assassinados no País apenas em 2021

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2021 | 01h24

O jornalista Alfredo Cardoso, criador do perfil Las  Dos Costas, da cidade de Acapulco, México, morreu neste domingo, 31, após ser agredido na sexta-feira, 29. A informação foi confirmada pela governadora do estado Guerrero, Evelyn Salgado.

“Desejo expressar minhas condolências à família do jornalista Alfredo Cardoso Echeverría, fundador do veículo digital Las Dos Costas, por sua infeliz perda”, escreveu Salgado em suas redes sociais.

A gestora condenou o assassinato de Cardoso e disse que instruiu o secretário do governo do estado para cuidar de sua família por meio do mecanismo local de proteção a defensores dos direitos humanos e jornalistas. “Solicitei ao Ministério Público Estadual que acompanhe prontamente as investigações sobre este fato”, acrescentou.

A organização de defesa de jornalistas Repórteres Sem Fronteiras (RSF) documentou o ataque ao comunicador, que recebeu cinco tiros na sexta-feira passada. Em seu perfil do Twitter, a organização informou que o comunicador foi sequestrado na noite de quinta-feira, 28, por encapuzados que invadiram sua casa. 

Neste domingo, um grupo de jornalistas mexicanos protestaram para exigir o esclarecimento do crime. A prefeita de Acapulco, Abelina López, culpou os meios de comunicação por serem aqueles que "dão o alarme de violência", quando deveriam ficar quietos, sugeriu.

Até o momento em 2021, pelo menos, sete jornalistas foram assassinados no País, embora não tenha sido provado que em todos os casos o crime esteja relacionado ao seu trabalho.

O México é considerado um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo, com mais de cem comunicadores assassinados desde 2000, segundo dados da Comissão de Direitos Humanos (defensoria).

Em 2020, oito jornalistas foram mortos, segundo a RSF. Mais de 90% dos homicídios de repórteres no país continuam impunes, denunciam organizações que defendem a liberdade de expressão. As informações são da EFE e AFP

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