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Jornalista perde mulher no ataque ao Bataclan e escreve carta ao EI

Uma carta escrita ao Estado Islâmico pelo jornalista francês Antoine Leiris tornou-se viral na internet e passou de 120 mil compartilhamentos. Ele diz que os terroristas não conseguirão despertar ódio nele e no filho de 17 meses. A mãe da criança morreu ao ser atingida por disparos no Bataclan.

PARIS, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2015 | 23h07

O texto foi escrito poucas horas depois de o jornalista reconhecer o corpo da mulher, Helene Muyal, na manhã de segunda-feira. “Ela estava tão bonita quanto quando saiu de casa, na sexta-feira. Tão bonita quanto quando eu me apaixonei por ela, 12 anos atrás. Claro que estou arrasado pela dor, eu te dou essa pequena vitória, mas isso vai durar pouco tempo”, disse.

Leiris afirmou que os terroristas erraram se pensaram que ele passaria a agir com desconfiança e medo, sacrificando a liberdade para ter mais segurança. “Nós somos dois, meu filho e eu, mas somos mais fortes do que todo o exército do mundo.”

Na carta, ele contou que a esposa era “uma pessoa excepcional, o amor da minha vida, a mãe de meu filho”. Já os responsáveis pelas mortes em Paris, para o jornalista, são “almas mortas” que propagam ódio e ignorância.

“Ele (o filho do casal) tem somente 17 meses, vai comer o lanche assim como qualquer dia e nós vamos brincar, assim como qualquer dia. Em toda a vida, esse garotinho te afrontará por ser feliz e livre. Porque você também nunca terá o ódio dele.”

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