Jornalista português é seqüestrado durante ataque no Iraque

O jornalista português Carlos Raleiras, da rádio privada TSF, foi seqüestrado hoje pela manhã no Iraque, perto da fronteira com o Kuwait, quando o veículo em que viajava foi atacado por homens armados. Uma outra jornalista portuguesa, Maria João Ruela, da TV privada SIC, foi ferida na perna e levada a um hospital militar britânico. Os dois estavam em uma caravana de jornalistas portugueses que viajavam em três picapes e iam cobrir a chegada dos 128 policiais enviados por Portugal, que em princípio deveria ocorrer em Nassíria, mas foi transferida para Basra. Por meio de seu telefone via satélite, Raleiras confirmou à agência Lusa que havia sido levado por homens armados: "Fui seqüestrado. É uma situação muito confusa. Não posso falar. Agora estou em contato com minha emissora." Mais tarde, com vozes falando árabe ao fundo, ele disse à rede estatal de TV RTP: "Alguém que fale árabe poderia entrar em contato comigo, por favor? Agora preciso desligar." O jornalista Luis Castro, da RTP, disse à agência Lusa que fazia sete minutos que o comboio estava no território iraquiano quando surgiram um Chevrolet e um BMW e seus ocupantes começaram a disparar. O jeep onde estavam Raleiras e Ruela caiu na emboscada depois de tentar voltar ao Kuwait. O cinegrafista da tevê SIC, Rui do O, disse que desceu do jeep e ajudou sua colega ferida a descer, quando os homens armados levaram o veículo e Raleiros, que estava ao volante.

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