Jornalista russo é condenado a cinco anos por xenofobia

Um jornalista russo que fez campanha a favor da independência da Chechênia foi condenado a cinco anos de prisão neta segunda-feira por atividade extremista e por incentivar o ódio étnico, de acordo com um juiz. A corte de Butyrsky, em Moscou, considerou Boris Stomakhin, editor da publicação Radikalnaya Politika (Política Radical), e colaborador do site pró-separatista Kavkaz Center, culpado por incentivar o ódio étnico através da imprensa de massa, e clamando publicamente por atividade extremista, segundo informou o juiz Lyubov Ishmuratov a Associated Press. Stomakhin está em custódia desde que foi preso em março. Na ocasião, ele quebrou uma perna e duas vértebras ao tentar escapar por uma janela para evitar sua captura. Ele afirma ser inocente, e seus familiares acusam as autoridades de procurar puni-lo por suas fortes críticas à guerra da Chechênia. O site Radikalnaya Politika de Stomakhin tem criticado duramente a política de Putin na chechênia desde 2000, condenado o que chamou de "genocídio", cometido no território de maioria muçulmana pelo "Império russo".

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