Francois Mori / AP
Francois Mori / AP

Jornalista sírio é libertado após mais de 3 anos preso pelo regime

Mazen Darwish foi detido no dia 16 de fevereiro de 2012 durante uma ação dos serviços de inteligência em seu escritório por supostos atos terroristas

O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2015 | 14h54

BEIRUTE - O jornalista e defensor dos direitos humanos na Síria Mazen Darwish foi libertado nesta segunda-feira, 10, pelas autoridades de seu país, depois de passar mais de três anos preso, anunciou o Centro Sírio para os Meios de Comunicação e a Liberdade de Expressão (CSMCLE).

Em comunicado, a ONG informou que Mazen foi libertado após três anos, cinco meses e 23 dias, em aplicação do indulto presidencial de 19 de julho. No entanto, seu julgamento por supostos atos terroristas continuará e ele terá que comparecer aos tribunais no próximo dia 30.

A organização lamentou que o caso de Darwish não tivesse entrado em uma anistia anterior decretada pelo presidente sírio, Bashar Assad, que o teria absolvido de qualquer acusação. Mesmo assim, o CSMCLE comemorou a liberdade de seu fundador, que foi detido em 16 de fevereiro de 2012 durante uma ação dos serviços de inteligência em seu escritório na capital síria, Damasco. A ONG voltou a pedir que autoridades do país libertem imediatamente todos os presos de consciência.

Neste ano, Darwish foi agraciado com o Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa Guillermo Calo da Unesco, cujo júri reconheceu sua trajetória de mais de uma década "com grande sacrifício pessoal", na qual sofreu assédio, contínuas detenções e torturas, assim como proibições de viagem. Além de ser fundador e presidente do CSMCLE, ele é um dos criadores do jornal Voice e do site independente syriaview.net, bloqueado pelas autoridades sírias.

Desde sua detenção, com mais dois companheiros de trabalho, várias organizações de direitos humanos e em favor da liberdade de expressão, além das Nações Unidas, solicitaram sua libertação. /EFE

Tudo o que sabemos sobre:
prisãoSíriadireitos humanos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.