Jornalista venezuelano é assassinado a tiros

Wilfred Iván Ojeda Peralta tinha uma coluna de opinião e militava no partido de oposição Ação Democrática; a polícia acredita em vingança

, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

LA VICTORIA, VENEZUELA

O jornalista e ativista político venezuelano Wilfred Iván Ojeda Peralta, de 56 anos, foi morto com dois tiros na cabeça. Segundo autoridades, seu corpo foi encontrado na cidade de La Victoria, na terça-feira. Colunista de um diário local e militante do partido Ação Democrática, de oposição ao presidente Hugo Chávez, ele estava amarrado, amordaçado e encapuzado. A polícia trabalha com a hipótese de execução motivada por vingança.

De acordo com o delegado Alvis Pinto, "as investigações estão bem adiantadas e contam com elementos suficientes para descartar (um eventual) roubo". Em declarações ao jornal El Aragueño, ele explicou que vários objetos de valor, "como um relógio caro e um anel de ouro" foram encontrados com Ojeda e retificou a informação de que o jornalista teria levado apenas um tiro na cabeça.

O El Universal informou que a investigação do caso tenta descobrir quem seriam os inimigos de Ojeda, que assinava uma coluna de opinião no jornal El Clarín, de La Victoria, e havia desaparecido na segunda-feira. Segundo o diário onde o colunista trabalhava, o corpo apresentava sinais de tortura.

A polícia acredita que ele foi executado próximo do terreno baldio onde o corpo foi encontrado. Sua caminhonete havia sido abandonada. Uma filha de Ojeda contou que ele não aparentava "estar preocupado ou sob pressão" antes de desaparecer, segundo o jornal El Periodiquito.

Repúdio. O International Press Institute (IPI) condenou ontem a morte do colunista. "O assassinato brutal de Ojeda serve como um lembrete da pressão que os jornalistas encaram", afirmou a diretora da entidade, Alison Bethel McKenzie, oferecendo condolências aos parentes e amigos e exigindo rapidez na solução do crime. Segundo o IPI, dez jornalistas foram mortos na América Latina este ano.

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