Jornalista volta aos EUA após 82 dias seqüestrada no Iraque

Jill Carroll, jornalista americana do jornal The Christian Science Monitor, libertada após 82 dias de seqüestro no Iraque, voltou hoje a seu país a bordo de um vôo comercial para Boston. Carroll, de 28 anos, chegou a Boston em um avião da companhia aérea alemã "Lufthansa" procedente de Frankfurt, na Alemanha. Segundo vários colegas de profissão de Carroll, que a acompanharam no trajeto, a jornalista está "animada" e com "muita vontade" de ver sua família. A jornalista não quis fazer comentários sobre o seqüestro durante o vôo. Ela deixou o aeroporto de Boston em uma limusine preta, que foi escoltada pela Polícia Estadual e foi para a sede do Monitor. Liberdade Carroll foi libertada nesta quinta-feira, 30, depois de quase três meses no cativeiro. Ela foi seqüestrada em 7 de janeiro, no oeste de Bagdá, por homens armados que mataram seu intérprete quando eles se dirigiram para um encontro com um oficial sunita em um dos bairros mais perigosos da cidade. A jornalista deixou a Base Aérea Ramstein na Alemanha no sábado, após chegar de Bagdá. Ela negou enfaticamente as declarações que fez no cativeiro no Iraque e logo após sua libertação, dizendo que estava sendo ameaçada. "Por medo, eu disse que não estava sendo ameaçada. Na verdade, eu fui ameaçada várias vezes", disse a jornalista, em comunicado divulgado ontem. Os seqüestradores, que se intitulam de Brigadas da Vingança, exigiram a libertação de todas as presas no Iraque, em 26 de fevereiro, em troca da vida de Carroll. Autoridades norte-americanas libertaram algumas prisioneiras, mas disseram que isso não tinha relação com a exigência do grupo.

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