Jornalistas acusam marido da presidente das Filipinas de amordaçar a imprensa

A União Nacional de Jornalistas dasFilipinas exige uma reforma da lei de libelo, a fim de derrubar as queixas apresentadas contra 43 repórteres e editores pelo marido da presidente filipina, José Miguel Arroyo, acusado deser um empresário corrupto. "A lei de libelo existe para proteger os cidadãos de danos contra sua reputação. Mas nas Filipinas tem sido predominantemente usada pelos políticos como uma ferramenta para amordaçar a imprensaindependente", diz o comunicado. A associação acrescenta como exemplo "os vários processos abertos por José Miguel Arroyo contra 43 jornalistas, colunistas, editores e, inclusive, encarregados das assinaturas de várias publicações". A entidade alega que o marido de Gloria Macapagal Arroyo, como pessoa pública, não é intocável. "Não é uma pessoa comum. É o marido da presidente e desfruta de grande poder e influência", diz o texto. Juan Miguel Arroyo se "exilou" voluntariamente do país no fim de 2005 para não aumentar o desgaste político da presidente, acusada de orquestrar uma fraude para ganhar as eleições do ano anterior. Empresário saído de uma família de latifundiários, ele é acusado de influenciar as decisões políticas e econômicas de sua mulher.

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