Jornalistas condenados por incitar genocídio em Ruanda

Um tribunal da Organização das Nações Unidas condenou e sentenciou à prisão perpétua o diretor de jornalismo de uma rádio e o editor de um jornal por participação em um genocídio que deixou mais de 500.000 mortos em Ruanda. Trata-se da primeira condenação de profissionais da imprensa por um tribunal internacional, em mais de meio século.Um executivo da Rádio e Televisão Livre das Mil Colinas (RTML) foi condenado a 27 anos de prisão por participação nos massacres orquestrados pelo governo contra a minoria étnica tutsi, e contra hutus politicamente moderados. As condenações do Tribunal Penal Internacional para Ruanda foram decididas depois da constatação de que os veículos de comunicação promoveram e incitaram crimes contra a humanidade.Essas foram as primeiras condenações de profissionais de mídia desde o julgamento dos responsáveis pela propaganda do regime nazista da Alemanha no tribunal de Nuremberg, estabelecido depois da Segunda Guerra Mundial. Ao tratar a questão da liberdade de expressão, a corte determinou ser "imprescindível diferenciar a discussão da consciência étnica da promoção do ódio étnico".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.