REUTERS/Miraflores Palace/Handout via Reuters
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Jornalistas da "Al-Jazeera" serão deportados da Venezuela, afirma sindicato

Repórteres foram informados que 'regras haviam mudado'; equipe de jornalistas será deportada para a Colômbia ainda hoje

O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2016 | 15h28

CARACAS - O governo da Venezuela vai deportar nesta terça-feira, 30, uma equipe de jornalistas da emissora Al-Jazeera, retida após entrar no país para cobrir a manifestação da oposição marcada para quinta-feira, informou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP), alinhado à oposição. A marcha tem como objetivo pressionar o governo para realizar o referendo revogatório do presidente Nicolás Maduro ainda este ano. 

"A equipe da emissora @AlJazeera vinha da Argentina para cobrir os eventos desta semana na Venezuela quando foi retida", afirmou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) em sua conta no Twitter.

Segundo o sindicato venezuelano, três repórteres da emissora catariana foram detidos no aeroporto internacional de Maiquetía, que serve a capital Caracas, quando faziam os trâmites de migração.

Os repórteres estrangeiros, segundo o sindicato, foram informados que "as regras tinham mudado" e que deveriam entrar em contato com o diretor do Serviço de Identificação, Migração e de Estrangeiros (SAIME, sigla em espanhol) do país sul-americano.

O SNTP indicou que a equipe de jornalistas será deportada para a Colômbia ainda hoje, mas as autoridades venezuelanas não divulgaram nenhuma informação sobre esse tema até o momento.

A manifestação convocada para a próxima quinta-feira prevê mobilizar os opositores do chavismo de todo o país até a capital venezuelana para pressionar as autoridades eleitorais a marcarem uma data para o referendo para revogar o mandato de Maduro.

O Executivo venezuelano, por sua vez, denunciou um suposto plano de golpe de Estado que seria realizado no dia 1º de setembro contra Maduro, planejado com o apoio dos EUA. / EFE

 

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