Jornalistas de Israel deixam Amã

Seis jornalistas israelenses regressaram nesta segunda-feira de Amã depois de serem advertidos pelo governo jordaniano de que estariam em perigo se ficassem no país para cobrir a reunião da Liga Árabe que se inicia nesta terça-feira. Os líderes se reunirão em Amã para discutir os temas do Iraque e dos seis meses de conflitos entre israelenses e palestinos. Até agora, os jornalistas israelenses eram bem recebidos na Jordânia, que tem um tratado de paz com Israel. O pedido do governo de Amã reflete o clima de tensão entre Israel e os árabes que tem como pano de fundo os violentos conflitos nos territórios ocupados nos últimos seis meses.Um jornalista árabe-israelense, Suleiman Shafi, disse suspeitar que os líderes árabes pressionaram a Jordânia a expulsá-lo e aos demais jornalistas israelenses. As autoridades da Jordânia explicaram a Israel que não tinham condições de garantir a segurança necessária aos jornalistas, afirmou um comunicado do ministério de Relações Exteriores israelense. O chanceler israelense Shimon Peres expressou seu pesar pela decisão jordaniana de expulsar os jornalistas. "Se a cúpula árabe quer também influenciar o lado israelense... eles têm de permitir a Israel e a seus jornalistas ouvir, ver e relatar (a reunião) da maneira mais livre possível", declarou Peres à imprensa em Jerusalém. Shafi disse à televisão israelense que os agentes de segurança jordanianos pediram para ele comparecer ao saguão do hotel onde ele estava hospedado no domingo de manhã e insisitiram em que ele e seus colegas isralenses deveriam deixar o país imediatamente. "Eles alegaram não ter pessoal suficiente para nos proteger", afirmou Shafi, acrescentando que ele e os colegas do grupo não haviam sentido medo, nem mesmo durante as entrevistas de rua que haviam feito na manhã de sábado. Já as autoridades de Amã disseram ter "informações concretas" sobre ameaças à segurança dos isralenses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.