Jornalistas do Equador ironizam asilo

Jornalistas perseguidos pelo presidente do Equador, Rafael Correa, ironizaram o pedido de asilo a Quito feito por Julian Assange. Em entrevista a agências internacionais, o ex-editorialista do jornal El Universo, Emilio Palacio, admitiu a existência de uma "empatia" entre Correa e Assange.

GENEBRA , O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h05

"Assange é uma fonte que difunde documentos contra o imperialismo americano. Portanto, não é ruim para Correa", disse Palacio, acrescentando que Assange, em algum momento, terá de pagar pela ajuda.

Palácio e outros dirigentes do jornal foram condenados a três anos de prisão e uma multa de US$ 40 milhões por um artigo que Correa julgou ser injusto e ofensivo contra ele. Hoje, ele vive exilado nos EUA. "Assange não é um jornalista. É uma fonte: difunde documentos", disse.

Na ONU, acusações contra o Equador e suas leis de imprensa foram alvos de debates nos últimos meses. Outro jornalista, que pediu para não ser identificado, classificou de "irônica" a situação. O Equador foi o único país a expulsar o embaixador americano após revelações do WikiLeaks. Em maio, Assange entrevistou Correa no programa de TV que mantém em um canal russo. Foi nessa ocasião que Correa teria oferecido asilo. Há um ano, Assange teria tentado se aproximar do Brasil, elogiando políticos e a "independência" do País. / J.C.

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