Jornalistas do Grupo Estado recebem prêmio da SIP

As jornalistas Marisa Folgato e Andrea Portella, da editoria de Cidades do jornal O Estado de S. Paulo, foram homenageadas nesta terça-feira com o prêmio de Direitos Humanos e Serviços à Comunidade da Sociedade Interamericana de Imprensa por uma série de reportagens sobre a favela Heliópolis, publicada entre os dias 19 e 25 de março de 2000. Valeria Rossi e a equipe da editoria de Cidades do jornal receberam uma menção honrosa na categoria de Cobertura Noticiosa por uma reportagem sobre os sem-teto que se abrigam sob os viadutos e pontes da cidade, publicada no dia 23 de julho de 2000. Também homenageado com menção honrosa foi o caricaturista José Carlos Santos, por um trabalho sobre o presidente do banco central dos Estados Unidos, Alan Greenspan. Os prêmios foram entregues durante o banquete de encerramento da 50ª Assembléia-Geral da SIP, que reuniu cerca de 300 proprietários de jornais e revistas, executivos, acadêmicos, editores e profissionais de todas as Américas durante quatro dias no hotel J.W.Marriott, na capital norte-americana. O assunto presente nos seminários, discussões e conversas nos corredores foi a crise econômica que o setor enfrenta em todos os países, em função tanto dos deslocamentos provocados pelos novos meios eletrônicos de comunicação como pela retração da publicidade, que tende a agravar-se em conseqüência do impacto econômico dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos. O Grande Prêmio de Liberdade de Imprensa da SIP foi compartilhado pelos jornais peruanos Comercio e La Republica, de Lima, La Industria, de Trujillo, e pela revista Caretas, por seu trabalho em favor da restauração da democracia do país. O diretor do Estado, Júlio César Mesquita, que já foi presidente da SIP e dirige atualmente o Instituto de Imprensa da organização, foi o único representante brasileiro no encontro. Num contraste com encontros do passado, marcados pela repetição das queixas sobre tentativas de limitação e de violação da liberdade de imprensa na América Latina, o presidente da SIP, Danilo Arbilla, do Uruguai, incluiu os Estados Unidos entre os faltosos. "Registramos com alarme algumas decisões judiciais que nos preocupam e que, em nosso entender, violam a liberdade de imprensa e conspiram contra os princípios mais sagrados desta nação", disse Arbilla. Ele se referia ao caso de Vanessa Leggett, uma escritora aspirante que está presa há três meses em Houston, e poderá ficar mais 15 meses na cadeia, por recusar-se a revelar a um grande júri informações confidenciais que apurou ao investigar um crime sobre o qual pretende escrever um livro. Apesar de todas as apelações, até agora Vanessa não conseguiu demover a Justiça norte-americana de obrigá-la a cumprir pena.

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