Jornalistas russos homenageiam profissional assassinada

A União de Jornalistas da Rússia (UPR)lançou nesta quinta-feira uma publicação especial em memória da jornalista Anna Politkovskaya, cujo assassinato em Moscou, dia 7 de outubro, provocou ampla condenação internacional, tanto por parte de governos quanto de diversas organizações. "Hoje, enquanto esperamos que os assassinos e os mandantes do crime sejam encontrados e punidos, lembramos o que Politkovskaya escrevia", diz o texto de abertura da edição, de 16 páginas,em formato tablóide, distribuída gratuitamente em estações de metrô da capital russa. O texto lembra que a jornalista assassinada, de 48 anos, abordou fatos como os ataques ao teatro Dubrovka, em Moscou, e à escola de Beslan, além de seqüestros e torturas na Chechênia, abusos e crimes cometidos atribuídos às autoridades. "Vamos falar claramente: não há outro motivo pelo qual ela possa ter sido assassinada", afirma o secretariado da UPR. Politkovskaya foi assassinada por um pistoleiro na porta de sua casa. Ela havia revelado que sofrera ameaças de morte dos serviçossecretos russos, do Exército e de outras agências de segurança, denunciadas em seus artigos e livros. Seu trabalho jornalístico, marcado pelo compromisso com a liberdade de imprensa e a defesa dos direitos humanos, recebeu vários prêmios internacionais. A edição especial publica uma lista de 211 jornalistas assassinados ou mortos na Rússiadesde 1992 em circunstâncias ainda obscuras.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.