Jornalistas são golpeados pela Polícia enquanto cobriam protestos na China

O três foram atacados na sexta-feira passada quando abandonavam correndo um protesto que estava sendo dispersado pelas forças armadas com gás lacrimogêneo

EFE

07 de setembro de 2009 | 02h01

Três jornalistas hongkoneses foram golpeados pela Polícia paramilitar enquanto cobriam os protestos étnicos na região ocidental autônoma de Xinjiang, na China, onde nos últimos meses morreram centenas de pessoas, informou hoje o Clube de Correspondentes Estrangeiros da China (FCCC).

 

Segundo um comunicado do clube, os três jornalistas foram atacados na sexta-feira passada na capital regional, Urumqi, quando abandonavam correndo um protesto que estava sendo dispersado pelas forças armadas com gás lacrimogêneo.

 

Os repórteres assinalaram que foram golpeados a pontapés e imobilizados contra o chão, com as mãos algemadas nas costas, durante 15 ou 20 minutos, apesar de terem dito aos policiais que eram correspondentes autorizados pelo Conselho de Estado chinês.

 

"Bateram em mim no ombro com um bastão, e depois me deram murros e chutes nos joelhos e costas. Também bateram em meu cinegrafista em todo o corpo com cacetetes", explicou Lam Tsz-ho, repórter da televisão de Hong Kong "TVB".

 

Em seguida, os jornalistas foram levados a uma delegacia na qual permaneceram durante duas ou três horas, enquanto seu equipamento e material foram confiscados.

 

A Polícia militar confiscou também o material de uma equipe de televisão da agência americana "APTN", que foi devolvido cinco horas mais tarde.

 

Segundo o FCCC, estes incidentes contrastam com a abertura e segurança da qual desfrutaram os enviados especiais durante os primeiros protestos registrados em Urumqi em julho.

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