Jornalistas vêem comida onde americanos apontam armas

Jornalistas estrangeiros credenciados no Iraque comprovaram hoje que o lugar que a inteligência dos Estados Unidos apontou como um laboratório para a produção de armas biológicas não passa, na verdade, de um depósito de alimentos. Acompanhados por uma delegação encabeçada pelo ministro do Comércio, Mohammad Mehdi Saleh, os jornalistas viajaram a Taji para visitar o depósito - uma construção destruída pelas bombas americanas durante a Guerra do Golfo e reconstruída com a contribuição da sociedade francesa. No lugar, ao invés de bombas e armas como afirmam os americanos, os jornalistas comprovaram a existência de uma grande quantidade de alimentos, principalmente leite em pó e açúcar. No último dia 14, o site do jornal Washington Times assegurou que satélites espiões americanos fotografaram 60 caminhões carregados de material bélico que entravam e saíam do complexo de Taji. O ministro Saleh afirmou que, precisamente no último dia 14, foi mobilizada uma frota de caminhões - "que não era de 60, mas de 187 veículos" - que partiu do depósito levando um carregamento de cerca de 2.500 toneladas de leite em pó, destinado a diversas províncias do país. Taji vem sendo citada pela imprensa americana como local de produção de armas de destruição em massa. O próprio Washington Times chegou a publicar que ali trabalhavam 85 pessoas na produção de uma versão do vírus Ebola.

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