Departamento de Polícia de Kannapolis
Departamento de Polícia de Kannapolis

Jovem acusado de pornografia infantil pesquisou na web sobre matar Biden

Alexander Hillel Treisman, de 19 anos, foi preso em maio após uma análise policial de sua van abandonada na Carolina do Norte encontrar inúmeras armas, incluindo um fuzil semi-automático AR-15 e uma lata de material explosivo

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2020 | 19h43

WASHINGTON - Um jovem de 19 anos acusado de posse de pornografia infantil e preso por ser proprietário de uma van carregada de armas pesquisava na internet sobre matar o candidato presidencial democrata Joe Biden, segundo documentos judiciais. O rapaz, identificado como Alexander Hillel Treisman, foi preso em maio. 

De acordo com esses documentos, divulgados nesta sexta-feira pela mídia local, funcionários de um banco em Kannapolis, a nordeste de Charlotte (Carolina do Norte), perceberam a presença da van branca, aparentemente abandonada. Após uma análise da polícia, foram encontradas inúmeras armas, incluindo um fuzil semi-automático AR-15 e uma lata de material explosivo. 

Também foram encontrados livros sobre fabricação de bombas, US$ 509 mil e desenhos de suásticas e de aviões chocando contra edifícios, segundo os documentos apresentados em 6 de outubro em um tribunal distrital da Carolina do Norte.

O dinheiro, segundo funcionários nos documentos, seria parte de uma herança.

O FBI vasculhou seu celular, computadores e outros aparelhos e encontrou 1.248 vídeos e 6.721 imagens de pornografia infantil, segundo os promotores federais.

Investigadores de uma força antiterrorista descobriram que, em 15 de abril, ele publicou no aplicativo iFunny um meme com a legenda "Deveria matar Joe Biden?" e que entre março e maio buscou informações sobre a residência de Biden, leis estatais sobre armas e óculos de visão noturna. 

Também comprou um AR-15 em New Hampshire, viajou até um local de fast-food a quatro milhas da casa de Biden e escreveu uma lista que termina com a palavra "Executado", segundo o depoimento de oficiais.

Após a prisão, ele "revelou que tem interesse em incidentes terroristas e ataques a tiros em massa" e viajou pelo país para comprar várias armas de fogo, dizem os documentos.

Treisman foi preso em 28 de maio e em 28 de setembro um grande júri federal o processou por posse de pornografia infantil. Ele não tinha antecedentes criminais./AFP e EFE 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.