(AP Photo|Ronald Zak, File) Byline: Ronald Zak
(AP Photo|Ronald Zak, File) Byline: Ronald Zak

Jovem conservador vence eleições da Áustria, indicam projeções

Mais de 6 milhões de eleitores estavam convocados para ir às urnas nestas eleições antecipadas, após uma década de governos de grande coalizão entre social-democratas e conservadores

O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2017 | 16h14

VIENA - O conservador Partido Popular (OVP) venceu neste domingo, 15, as eleições gerais da Áustria, com uma estimativa de voto superior aos 31,5%, à frente do Partido Social Democrata (SPO) e do ultra-nacionalista Partido Liberal (FPO). O OVP é liderado pelo jovem ministro das Relações Exteriores, Sebastian Kurz, de 31 anos. 

+++Áustria deve eleger hoje líder jovem e aliar-se à extrema-direita

As projeções foram divulgadas pela televisão pública ORF, após 70,3% dos votos apurados, incluindo uma estimativa para os votos pelo correio.  Segundo esses dados, o OVP obteria 31,6% dos votos; o SPO, presidido pelo atual chanceler federal, Christian Kern, 27%; e o FPO, liderado pelo populista Heinz-Christian Strache, com 25,9%.

Por outro lado, os três partidos minoritários estão na expectativa de superar os 4% necessários para entrar no Parlamento de Viena.

Os liberais do partido NEOS se mantêm com 5,1%, enquanto os Verdes estão 3,8%, o que seria insuficiente para continuar no Parlamento. Já o Liste Peter Pilz superaria com 4,4% o índice para entrar na Câmara.

Embora tudo indique que a Áustria terá um governo de direita, formado pelo OVP e o FPO, alguns analistas não descartam a possibilidade de uma reedição da coalizão entre OVP e SPO, no poder há uma década. Em uma primeira reação, Strache disse à imprensa que o seu partido "falará com todos".

Mais de 6 milhões de eleitores estavam convocados para ir às urnas nestas eleições antecipadas, após uma década de governos de grande coalizão entre social-democratas e conservadores.

Para essas eleições, foram solicitados 890 mil pedidos de voto pelo correio, cuja contagem, a partir de amanhã, pode ainda ser decisiva para determinar a segunda e a terceira posição. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.