Todd Heisler/The New York Times
Todd Heisler/The New York Times

Jovem de New Jersey se declara culpado de trama para matar o papa

O adolescente americano de Lindenwold, New Jersey, foi acusado como adulto pela tentativa de fornecer apoio material a terroristas, e pode receber uma pena de 15 anos de prisão

O Estado de S. Paulo

04 Abril 2017 | 15h17

NEW JERSEY - Um adolescente da cidade americana de New Jersey se declarou culpado de tentar providenciar apoio material a terroristas para o que a mídia qualificou como um plano inspirado pelo Estado Islâmico para assassinar o papa Francisco durante uma missa pública na Filadélfia em 2015, de acordo com um comunicado de procuradores federais dos EUA.

Santos Colon, de 17 anos, admitiu na segunda-feira, em um tribunal federal de Camden, em New Jersey, que tentou conspirar com um franco-atirador para balear o papa durante sua visita à Filadélfia e detonar artefatos explosivos nas áreas próximas.

Colon manteve contato com alguém que achava que seria o atirador entre 30 de junho e 14 de agosto de 2015, mas a pessoa em questão era um funcionário do FBI infiltrado, de acordo com os procuradores. O ataque não aconteceu, e agentes do FBI prenderam Colon naquele mesmo ano.

"Colon se dedicou ao reconhecimento do alvo juntamente com uma fonte confidencial do FBI e instruiu a fonte a adquirir materiais para fabricar artefatos explosivos", informaram os procuradores em um comunicado na segunda-feira.

Cidadão americano de Lindenwold, New Jersey, Colon foi acusado como adulto pela tentativa de fornecer apoio material a terroristas, e pode receber uma pena de 15 anos de prisão.

A agência Reuters não tomou conhecimento de imediato do que motivou o plano de ataque. Segundo a rede NBC News, os procuradores disseram que Colon admitiu que o complô foi inspirado pelo Estado Islâmico.

Colon também pode receber uma multa de US$ 250 mil. Ainda não foi marcada nenhuma data para a comunicação da sentença, e a investigação está em andamento.

O papa esteve na Filadélfia entre os dias 26 e 27 de setembro de 2015 para realizar uma missa pública, atraindo centenas de milhares de pessoas durante seu maior evento nos Estados Unidos. / REUTERS 

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