EFE/ Facundo Arrizabalaga
EFE/ Facundo Arrizabalaga

Jovem é condenado por plano de decapitar premiê britânica

O complô foi frustrado porque o acusado acreditou estar se correspondendo com membros do Estado Islâmico, mas estava na verdade falando com agentes infiltrados do FBI e do MI5

O Estado de S.Paulo

18 Julho 2018 | 20h01

LONDRES - Um homem britânico foi declarado culpado nesta quarta-feira, 18, por tramar o assassinato da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, primeiro detonando um artefato explosivo para invadir seu escritório em Downing Street e depois usando uma faca ou arma de fogo para decaptá-la.

Naa’imur Rahman, morador de 20 anos do norte de Londres, foi condenado Tribunal Central Criminal, em Old Bailey, por se preparar para cometer atos de terrorismo. A pena de Rahman ainda não foi definida. 

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Rahman planejava acionar um artefato explosivo improvisado nos portões de Downing Street, obter acesso ao escritório de May durante o tumulto resultante e matá-la, segundo a polícia. O plano foi revelado a outros jihadistas por meio do aplicativo de mensagens Telegram.

O número 10 de Downing Street é a residência oficial e o escritório dos primeiros-ministros britânicos. O imóvel é fortemente protegido e existe um portão no final da rua de onde membros do público e turistas se reúnem para ter um vislumbre do local.

“Estamos falando de um indivíduo que teria matado, ferido e mutilado várias pessoas, inclusive policiais e membros do público”, disse Dean Haydon, chefe do Comando de Contraterrorismo da Polícia Metropolitana.

O complô contra Downing Street foi frustrado porque Rahman acreditou estar se correspondendo pela internet com membros do grupo militante Estado Islâmico enquanto planejava o suposto ataque quando na verdade conversava com agentes infiltrados do FBI (Polícia Federal americana) e do serviço de segurança britânico MI5.


Rahman foi preso em novembro, pouco depois de se encontrar com agentes infiltrados que se passavam por integrantes do Estado Islâmico e coletar dois artefatos explosivos falsos. / REUTERS e ANSA 

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