Jovem é preso em Madri por tramar contra ato antipapa

Um jovem estudante de Química trabalhando como voluntário para preparar a visita do papa a Madri foi preso, suspeito por planejar um ataque a gás contra manifestantes contrários à visita do pontífice, disseram autoridades nesta quarta-feira.

AE, Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 11h07

O papa Bento XVI deve chegar nesta quinta-feira à capital espanhola, para uma visita de quase quatro dias a fim de celebrar a Jornada Mundial da Juventude. Uma marcha de protesto contra a visita está marcada para a noite desta quarta-feira, em Madri.

Uma policial disse que o suspeito, preso em Madri na terça-feira, é um estudante mexicano de 24 anos, que faz especialização em química orgânica. A policial não quis dizer se o homem seria de fato capaz de realizar o ataque com gás, nem sabia se ele tinha de fato os componentes químicos para isso.

Um total de 30 mil pessoas do mundo todo trabalha no esforço para organizar a visita. Espera-se que mais de 1 milhão de jovens participem dos eventos que marcam a Jornada Mundial da Juventude, que começou na terça-feira e vai até o domingo.

A embaixada mexicana identificou o jovem como José Pérez Bautista. Um funcionário do Judiciário espanhol disse que o suspeito deve comparecer a um tribunal no mínimo na quinta-feira.

O funcionário do Judiciário disse que o suspeito havia realizado ameaças na internet contra pessoas na Espanha contrárias à visita do papa. A polícia estava monitorando as atividades do jovem ultimamente e decidiu prendê-lo quando a visita se aproximou. Segundo a polícia, o jovem tentou recrutar pessoas pela internet para ajudá-lo, no ataque com "gases sufocantes" e outros químicos, segundo comunicado.

O suspeito estava em Madri estudando no principal órgão de pesquisa do governo, o Conselho Nacional de Pesquisa Espanhola. O conselho confirmou a detenção, porém não divulgou detalhes sobre o suspeito.

Organizadores da Igreja Católica afirmaram que a visita papal custa cerca de 50 milhões de euros (US$ 72 milhões). Manifestantes reclamam pelo fato de o dinheiro do contribuinte espanhol ser gasto na visita, com a concessão de renúncias fiscais para apoiadores corporativos do evento e em medidas como descontos de metrô e ônibus para os fiéis.

As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Espanhapapavisitasuspeitoprisão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.