Jovem mantida cativa por 8 anos foi sexualmente abusada, diz CNN

Era só mais uma ordem dada pelo homem que a escravizou por oito anos, desta vez para aspirar o pó de seu carro. Mas Natascha Kampusch aproveitou a pequena oportunidade e fugiu para a liberdade enquanto seu seqüestrador se distraia com uma ligação no telefone celular.A descrição dada pela polícia dos últimos momentos de Natascha no cativeiro é mais uma peça no quebra-cabeças do caso criminal mais surpreendente na memória recente - e que começou há quase uma década com o desaparecimento da garota de 10 anos em um subúrbio de Viena.Desde o reaparecimento da jovem, a polícia vem redesenhando o que parece ser um quadro aproximado do que aconteceu com ela. Entre as recentes descobertas, especula-se que ela tenha sido abusada sexualmente pelo raptor, um técnico em comunicações austríaco de 44 anos identificado como Wolfgang Priklopil.Os promotores de justiça que acompanham o caso evitam falar abertamente nessa hipótese, mas o chefe da Polícia Federal austríaca, Erich Zwettler, não descarta a possibilidade. "Eu não diria que essa suspeita é falsa", disse ele.Segundo o correspondente da rede de TV CNN em Viena, Matthew Chance, a hipótese é confirmada também por familiares da menina."Membros da família acreditam que ela foi molestada sexualmente em várias ocasiões por muitos anos", disse ele em relato reproduzido pelo site da emissora. "Ela foi mantida em um calabouço apertado construído por um suspeito de pedofilia", completou.Fotos divulgadas pela polícia mostravam uma sala pequena e desorganizada. O aposento tinha também uma cama, pia, banheiro e livros infantis. "Os familiares disseram também que por vários meses ela foi mantida amordaçada para que não pudesse ser ouvida pelos vizinhos."Um exame de DNA realizado pela polícia austríaca confirmou nesta sexta-feira a identidade da jovem, mas ela já havia sido reconhecida pelos pais na quinta-feira.Segundo a CNN, a irmã de Natascha disse que a mãe das duas quase sofreu um ataque cardíaco quando soube da libertação da filha.Segundo a irmã da garota, a mãe sempre teve a esperança de que a filha voltaria para casa um dia. "Ela sempre disse que Natascha estava viva."

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