Jovem morre na França em tentativa fracassada de atentado

Um jovem de 25 anos, nascido na Córsega, cuja identidade não foi revelada, foi a única pessoa a morrer na tentativa frustrada de atentado que pretendia perpetrar na madrugada de hoje contra o edifício da Fazenda de Aix-en-Provence, no sudeste da França, informaram fontes ligadas à investigação.Segundo os resultados das primeiras apurações, a bomba de pouca potência que transportava explodiu antes do tempo devido a um defeito no sistema de detonação. O explosivo, que devia ser ativado às 3h, foi acionado 15 minutos antes, assinalaram as fontes.Um amigo da vítima e também estudante na universidade de Corte (norte da Córsega) foi detido hoje pela manhã no aeroporto de Marselha (sudeste) quando pretendia pegar um avião para retornar à ilha mediterrânea francesa.O detido, que, assim como seu colega que morreu, é simpatizante dos meios nacionalistas córsicos, está sob custódia policial.Os investigadores tentam averiguar se ele também está envolvido no atentado fracassado, pois os dois viajaram juntos da Córsega à França continental oficialmente para esquiar.A vítima é originária de Ajaccio (capital do estado da Córsega do Sul), e os serviços de informação da polícia o ficharam como simpatizante de um dos dois principais grupos terroristas córsicos, a Frente Nacional de Libertação Córsica, denominada 22 de outubro.No início desta semana, o grupo reivindicou 17 atentados perpetrados nos últimos meses de 2005 e anunciou sua intenção de "reforçar todos os seus meios de luta".Embora normalmente os grupos terroristas córsicos cometam seus atentados na própria ilha mediterrânea francesa, às vezes exportam suas ações contra edifícios representativos do Estado à França continental.A investigação judicial do atentado fracassado contra o edifício da Fazenda de Aix-en-Provence está nas mãos da Promotoria da cidade, que encarregou à brigada da Seção Regional da Polícia Judicial de Marselha que faça as pesquisas técnicas.A explosão, que causou graves danos no corpo da vítima, quase não atingiu o edifício, situado numa rua sem saída próxima da estação de trens e a apenas 300 metros de uma delegacia de polícia.

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