Vernon Bryant/AP
Vernon Bryant/AP

Jovem muçulmano é preso nos EUA após professor confundir relógio com bomba

Presidente Barack Obama convida Ahmed Mohamed a visitar a Casa Branca e diz que ele pode incentivar mais pessoas a gostar de ciência

O Estado de S. Paulo

16 Setembro 2015 | 21h55

IRVING, EUA - Um menino muçulmano de 14 anos foi preso na cidade de Irving, no Texas, depois que o relógio que ele mesmo construiu foi confundido com uma bomba pela professora.

A prisão de Ahmed Mohamed, provocou um furor nacional, mesmo depois de a polícia dizer que ele não seria indiciado, em meio a indícios de que ele teria sido detido por sua religião.

Ahmed levou na segunda-feira à escola um pequeno dispositivo caseiro, composto por uma tela digital e um circuito eletrônico, com o objetivo de mostrá-lo ao professor de tecnologia. Mas o aparelho apitou enquanto sua turma estava na aula de inglês.

"O diretor e policiais me levaram a uma sala, onde fui interrogado por cinco policiais, me revistaram e levaram meu tablet e meu invento", disse o jovem ao jornal Dallas Morning News. "Depois me levaram a um centro de detenção juvenil, onde me revistaram, registraram as minhas impressões digitais e tiraram fotos", acrescentou.

O presidente americano, Barack Obama, convidou Ahmed para visitar a Casa Branca para o evento Noite de Astronomia, que será realizado no sábado. Em sua conta no Twitter, Obama perguntou se o menino gostaria de levar seu relógio à Casa Branca, dizendo que isso poderia inspirar mais garotos como ele a gostar de ciência. “Isso é o que torna a América grande”, disse o presidente.

A Noite de Astronomia, realizada anualmente na Casa Branca, reúne cientistas, engenheiros, astronautas, professores e estudantes. “O episódio é uma boa ilustração de como estereótipos nocivos podem impedir pessoas de bom coração que dedicaram suas vidas a educar jovens de fazer o bom trabalho que deveriam fazer”, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnst.

“Está claro que pelo menos um dos professores de Ahmed falhou com ele. Isso é muito ruim, mas não é tarde para usarmos esse momento educativo para procurar em nossa consciência tendências, de qualquer forma que sejam”, acrescentou. / NYT


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