Jovem tibetano se imola com fogo em província chinesa

Um grupo de defesa dos direitos humanos baseado nos Estados Unidos disse que um fazendeiro tibetano de 24 anos, Lhamo Tseten, tornou-se o quarto homem a se imolar com fogo nesta semana, em um mais um suicídio de protesto contra a ocupação chinesa do Tibete. O grupo Campanha Internacional pelo Tibete disse que Lhamo se matou na quinta-feira, em frente ao quartel militar e à sede do governo chinês na cidade de Amuquhu, no condado de Xiahe.

AE, Agência Estado

26 de outubro de 2012 | 17h25

A agência estatal de notícias da China, Xinhua, reportou a morte de Lhamo, embora alguns detalhes sejam ligeiramente diferentes dos comunicados pelo grupo americano. Segundo a Xinhua, Lhamo tinha 23 anos, era agricultor e se matou com fogo perto de um hospital.

Na última semana, pelo menos quatro homens de origem tibetana se mataram com fogo no condado de Xiahe, província de Gansu. O importante mosteiro budista de Labrang fica no condado de Xiahe e já ocorreram vários suicídios no local contra o governo chinês desde 2008, quando Pequim reprimiu com violência uma tentativa de levante popular no Tibete. A situação chegou a tal ponto que a polícia de Xiahe oferece uma recompensa equivalente a US$ 7,7 mil para quem dê informações sobre pessoas que tenham planos para cometer suicídio no local.

Fundado no século XVIII, o monastério budista de Labrang é considerado um dos mais importantes fora do Tibete. Embora se localize na China central e longe do Tibete, parte da população que vive nos seus arredores é de origem tibetana.

Muitos tibetanos também pedem a volta do dalai-lama, líder espiritual do Tibete que vive no exílio na Índia. A China acusa o dalai-lama de incitar à prática do suicídio, o que o líder espiritual nega.

As informações são da Associated Press.

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