Jovens confrontam polícia em Atenas pelo 2º dia seguido

Jovens com os rostos cobertos quebraram vitrines de lojas e jogaram pedras e bombas em policiais em Atenas, que responderam lançando gás lacrimogêneo no segundo dia de violência para marcar o primeiro aniversário da morte de um jovem pela polícia. O crime do ano passado levou a uma série de distúrbios pela Grécia, com gangues formadas por jovens quebrando, saqueando e incendiando lojas em cidades de todo o país durante duas semanas, em protesto às pesadas ações da polícia.

AE-AP, Agencia Estado

07 de dezembro de 2009 | 13h20

Os confrontos de hoje aconteceram durante uma demonstração de cerca de 3 mil pessoas, principalmente estudantes do ensino médio, no centro de Atenas. Diversos jovens no final da marcha atacaram policiais com pedras, bombas e traques, quebrando pontos de ônibus, cabines telefônicas e vitrines de lojas que não haviam sido destruídas na manifestação ocorrida ontem.

Os manifestantes feriram uma pessoa que tentou intervir. A vítima foi espancada até ficar inconsciente. Ao menos três jovens foram detidos. Alguns manifestantes tentaram evitar confrontos e gritavam com os grupos de jovens que instigavam a violência, mas sem muito efeito. "Estou aqui para brincar de bater na polícia. Qual o seu problema?", respondeu um jovem a um estudante que o havia repreendido por causar problemas. Manifestantes também colocaram fotografias de Alexis Grigoropoulos, o jovem morto no ano passado, nas vitrines das lojas e nos muros ao longo da rota dos protestos.

Pequenos confrontos ocorreram durante uma marcha de cerca de 2 mil pessoas na cidade de Thessaloniki, a segunda maior da Grécia, onde policiais lançaram gás lacrimogêneo para dispersar os jovens que jogavam pedras neles. A polícia informou hoje que 780 pessoas foram detidas por perturbação da ordem pública em ligação aos protestos ocorridos na Grécia nas 48 horas de sábado até o início do dia de hoje. Cinco manifestantes e 16 policiais ficaram feridos em Atenas durante as manifestações de ontem.

Tudo o que sabemos sobre:
Gréciaviolênciaprotestospolícia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.