Jovens ganham espaço em eleições internas no Fatah

Mahmoud Abbas ainda é o líder, mas vários veteranos teriam perdido cargos.

BBC Brasil, BBC

11 de agosto de 2009 | 14h54

Resultados preliminares indicam que políticos jovens conquistaram postos importantes em eleições internas para a liderança do partido palestino Fatah, na primeira votação do tipo nos últimos 20 anos.

Mahmoud Abbas, líder do partido desde a morte de Yasser Arafat, em 2004, se manteve no cargo, mas vários veteranos teriam perdido assentos no comitê central.

Os resultados preliminares da votação durante o congresso na cidade de Belém, na Cisjordânia, indicam que os novos oficiais ganharam 14 dos 18 assentos do comitê central do partido.

O popular líder Marwan Barghouti e o influente Mohammad Dahlan devem, segundo previsões, ganhar assentos.

Os resultados de eleições para o outro braço do Fatah, o conselho revolucionário, são aguardados nesta terça-feira.

Renovação

O Fatah perdeu as eleições parlamentares palestinas de 2006 para o Hamas e vem tentando mudar sua imagem. O partido é visto como pouco eficiente, desunido e corrupto.

Há anos a organização está dividida entre os contemporâneos do fundador do partido, Yasser Arafat, e líderes mais jovens.

Observadores internacionais acompanharam o congresso com interesse para ver se o Fatah - que se comprometeu a buscar a paz no início da década de 1990 - vai excluir a possibilidade de luta armada.

A reunião do Fatah foi marcada por disputas sobre procedimentos para a votação e pelo fracasso, pelo atual comitê central, em apresentar um relatório descrevendo suas atividades e seus gastos nos últimos 20 anos.

Durante o Congresso houve discussões sobre revisões no manifesto do partido, mas o documento ainda não foi finalizado.

O Fatah foi fundado na década de 1950 para liderar a luta armada contra Israel, mas no início da década de 90 efetivamente rejeitou a violência e adotou a ideia de dois Estados como solução para o conflito. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.