Jovens israelenses protestam e Parlamento debate crise

Centenas de jovens israelenses entraram em confronto com a polícia nesta terça-feira em frente ao Parlamento, enquanto os parlamentares discutiam dentro do edifício os enormes protestos provocados pelo aumento do custo de vida no país. A manifestação foi programada para coincidir com a sessão extraordinária convocada em meio ao recesso parlamentar. Centenas de milhares de israelenses estão protestando contra os altos preços dos alimentos, moradia, educação e saúde.

AE, Agência Estado

16 de agosto de 2011 | 15h27

"A população expôs esses problemas e precisamos lutar para o futuro dos nossos filhos, bem como por orçamentos que sejam usados para isso, porque não existe justiça social em Israel", disse Tzipi Livni, líder do Partido Kadima, de centro, à agência France Presse. "A maioria dos manifestantes são jovens. Eles servem no exército, trabalham e pagam impostos. Eles têm o direito de saber como seus impostos são gastos. Eles têm o direito de viver com dignidade, ao invés de imigrarem pela falta de esperanças", disse Livni.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não compareceu ao Knesset, bem como o ministro de Finanças, Yuval Steinitz. O ministro sem pasta Benny Begin ficou no Parlamento com a missão de dar uma resposta do governo.

Quando o debate começou, cerca de 500 manifestantes marcharam do centro da cidade até o Parlamento, com bandeiras negras e faixas dizendo "Israel 2011: um país rico com um povo pobre" e gritando "queremos justiça social". A polícia de Jerusalém dispersou os manifestantes. Ninguém foi preso.

As informações são da Dow Jones.

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