Jovens que iniciaram protestos pedem renúncia de vice de Mubarak

Grupo rejeita plano proposto na terça passada por Suleiman para introduzir reformas constitucionais

Efe,

10 de fevereiro de 2011 | 12h15

CAIRO - O Movimento 6 de Abril, que convocou a primeira manifestação em massa contra o regime egípcio em 25 de janeiro, pediu nesta quinta-feira, 10, a renúncia do vice-presidente Omar Suleiman, enquanto milhares de pessoas continuam com os protestos em todo o país.

Veja também:

especialInfográfico:  A revolução que abalou o mundo árabe

som TV Estadão: Veja imagens dos protestos na praça Tahrir

documento Artigo: De que lado está o Exército egípcio?

blog Radar Global: Personagens, curiosidades e análises da crise

Em comunicado postado em seu site, o grupo rejeitou o plano proposto na terça-feira passada por Suleiman para introduzir reformas constitucionais e exigiu o abandono imediato do poder. Os jovens do Movimento 6 de Abril também condenaram o tratamento inaceitável dado aos manifestantes por parte dos serviços secretos.

"O estilo dos serviços secretos impresso por Omar Suleiman (ex-chefe dos serviços de inteligência) em seu tratamento com os manifestantes na praça de Tahrir é inaceitável", indicam na nota.  Nessa praça, epicentro dos protestos políticos contra o presidente Hosni Mubarak, seguem concentrados milhares de manifestantes que pedem a renúncia do líder.

Quanto ao diálogo, asseguraram que não rendeu nenhum fruto e que dele participam partidos fabricados e personalidades das quais não se conhece nada para falar em nome dos jovens manifestantes em uma tentativa de enganar o povo egípcio. Além disso, disseram que o diálogo é apenas uma maneira de manter no poder as mesmas pessoas do regime.

Leia ainda:

linkGreves aumentam e paralisam o transporte público

linkJornais e TVs são o novo front no Egito

link Arábia Saudita se oferece para apoiar Mubarak

linkChanceler egípcio vê risco de golpe militar no país

Tudo o que sabemos sobre:
Protestos no EgitoEgitoHosni Mubarak

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.