Jovens também usam música para protestar

Jovens também usam música para protestar

A música tornou-se para alguns jovens cubanos a forma de expressar seu descontentamento com a falta de mudanças na ilha. Mas cantar a frustração com o regime também tem seu custo. O vocalista do grupo de rap Aldeanos, Aldo Rodríguez, de 27 anos, por exemplo, foi preso por um breve período em setembro por "posse ilegal de computador".

Ruth Costas, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2010 | 00h00

Entre as músicas do grupo, criado em 2003, estão algumas que fazem críticas pesadas ao regime. "Ditadura de Pinóquio, que engana com essa ideia de sociedade culta e socialista, mas amordaça o povo e viola os direitos do artista", diz uma das canções. "Muitos estão mortos ou na prisão. Preferem morrer pelo sonho americano que viver o pesadelo cubano."

O cantor de punk Gorki Águila da banda Porno para Ricardo, conhecida por suas críticas ao estilo de vida comunista da ilha, foi detido em 2008 por "periculosidade pré-delitiva", um dispositivo da legislação cubana que permite prender figuras consideradas "socialmente desajustadas" por até 4 anos. Foi libertado por causa da repercussão do caso, mas teve de pagar uma multa de US$ 25 (um salário médio em Cuba) por desacato e ofensa a um policial.

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