Juan Carlos I assina abdicação e deixa o trono da Espanha

Último ato do espanhol como chefe de Estado ocorreu em cerimônia solene e abre as portas para que o filho, Felipe, seja coroado

Andrei Netto, Enviado especial / Madri

18 de junho de 2014 | 12h25

(Atualizada às 14h20) MADRI - Depois de quase quatro décadas de reinado, Juan Carlos I não é mais o monarca e chefe de Estado da Espanha.

A abdicação formal do cargo foi assinada no final da tarde (horário local) desta quarta-feira, 18, no Parlamento, em Madri, em um ato que abre a porta para a coroação do filho dele, que amanhã se tornará Felipe VI, novo rei do país.

A abdicação já havia sido anunciada em 2 de junho e foi formalizada nesta quarta, em uma cerimônia marcada pela emoção. Com os olhos marejados, Juan Carlos assinou a legislação criada terça especialmente para a ocasião, já que a Constituição de 1978 não especificava as condições da renúncia.

A cerimônia começou pontualmente às 18h (13h em Brasília) e durou cerca de 15 minutos. Após assinar o documento, Juan Carlos posicionou-se entre o príncipe herdeiro, Felipe, e a princesa, Letizia, com a mulher, Sofía, à sua direita.

Em Madri, onde a presença de republicanos é forte, houve mobilização nos arredores do palácio em que a adbicação seria assinada, onde milhares de pessoas se concentraram. Em outras regiões da capital, boa parte da população estava indiferente à sucessão na chefia do governo.

Nesta quinta-feira, acontece a sucessão, com a entronização de Felipe VI. Sua filha mais velha, Leonor, se torna automaticamente princesa de Astúrias e herdeira da coroa. A proclamação ocorrerá em cerimônia no Congresso para quase 700 deputados e senadores, o governo e mais de uma centena de convidados institucionais, como os presidentes autônomos e ex-presidentes do governo. 

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