Cristian Hernandez/AFP
Cristian Hernandez/AFP

Juan Guaidó é agredido por militantes chavistas ao desembarcar em Caracas

Líder da oposição na Venezuela foi atingido por chutes e objetos

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2020 | 21h18

O líder da oposição e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, foi agredido nesta terça-feira, 11, por uma multidão de chavistas que o esperava no aeroporto internacional Simon Bolívar, que serve Caracas, ao retornar de uma viagem internacional de 23 dias.

Assim que Guaidó saiu do terminal aéreo, quase 200 pessoas o socaram e atingiram com diversos objetos. Também foram alvos a esposa do político, Fabiana Rosales, e vários deputados da oposição que foram recebê-lo.

Vários jornalistas também foram agredidos e assaltados pelo grupo de chavistas em frente a dezenas de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), que não impediram o tumulto.

Guaidó, de 36 anos, chegou à Venezuela por volta das 17h (hora local; 18h em Brasília) e foi recebido por dezenas de deputados. Minutos depois de sair para a área de desembarque, foi espancado por vários minutos até sair do local em um veículo.

"Venezuela: já estamos em Caracas. Trago o compromisso do mundo livre, pronto para nos ajudar a recuperar a democracia e a liberdade. Está começando um novo momento que não admite nenhum contratempo e que precisa que todos nós façamos o que temos que fazer. Chegou a hora", escreveu no Twitter antes de deixar o aeroporto.

Cerca de cem simpatizantes do chavismo, alguns identificados como trabalhadores da companhia aérea estatal Conviasa, recentemente sancionada pelo governo de Donald Trump, reuniram-se horas antes no portão de desembarque e gritaram palavras de ordem contra Guaidó.

"Guaidó, fascista pró-imperialista" e "fora, direita, a pátria se respeita", os simpatizantes do presidente Nicolás Maduro lotaram o terminal e até discutiram com deputados opositores, que saíram de perto.

Os deputados enfrentaram problemas para chegar ao terminal, já que o ônibus no qual viajavam foi retido em um cordão policial, motivo pelo qual vários decidiram caminhar um longo trecho para chegar ao aeroporto e apoiar Guaidó. /EFE

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