REUTERS/Carlos Barria
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Guaidó visitou os EUA em dezembro, diz agência

Fonte anônima da Casa Branca ouvida pela 'EFE' afirmou que o autoproclamado presidente interino da Venezuela se reuniu com funcionários do governo de Donald Trump em Washington

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2019 | 02h23
Atualizado 05 de fevereiro de 2019 | 11h26

WASHINGTON -  O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, visitou Washington em dezembro do ano passado e se reuniu com funcionários do governo do presidente americano, Donald Trump. As informações são da Agência Efe.

Um porta-voz da Casa Branca, que pediu anonimato, confirmou nesta segunda-feira, 4, que "representantes do governo falaram com Guaidó em várias ocasiões, inclusive durante sua visita de dezembro a Washington". A fonte não esclareceu quais funcionários receberam Guaidó, e disse apenas que os encontros aconteceram pessoalmente.

Questionada se Guaidó se reuniu também em dezembro com o senador republicano Marco Rubio, uma peça importante na política de Washington para a América Latina, uma porta-voz do congressista negou o encontro.

A visita de Guaidó teria acontecido em um momento no qual a oposição venezuelana preparava uma estratégia diante da iminente posse de Nicolás Maduro para um segundo mandato como presidente venezuelano, assumido pelo chavista em 10 de janeiro.

Quando visitou Washington, Guaidó ainda não tinha assumido como presidente da Assembleia Nacional, de maioria opositora, e que designou o deputado para esse cargo no último dia 5 de janeiro.

Guaidó, de 35 anos, acabou nesse posto depois que outros três dirigentes com maior influência no seu partido, o Voluntad Popular, foram tirados do jogo político de diferentes formas, todas relacionadas com a perseguição chavista, segundo eles mesmos alegam.

No dia 23 de janeiro, Guaidó se autoproclamou como presidente em exercício da Venezuela, com base em uma interpretação que a oposição faz de vários artigos da Constituição e que lhes levam a considerar que Maduro "usurpou" a presidência e que o Poder Executivo deve recair no chefe do parlamento até que sejam convocadas novas eleições.

Trump foi o primeiro presidente estrangeiro a reconhecer Guaidó como presidente interino, uma postura na qual lhe seguiram vários países, incluindo o Brasil.

"O presidente atuou (para reconhecer Guaidó) porque entendeu claramente a importância de apoiar a pujante democracia na Venezuela", afirmou à Agência Efe um porta-voz da Casa Branca. / EFE

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