Judeus argentinos querem que AMIA se converta em causa de Estado

No 9º aniversário do atentado anti-semita que custou a vida de 85 pessoas em Buenos Aires, familiares das vítimas e membros da comunidade judaica argentina atacaram os governos anteriores e exigiram do presidente Néstor Kirchner que converta a investigação em uma causa de Estado. Centenas de pessoas se reuniram hoje em frente à sede da associação beneficente judaica AMIA, onde em 18 de julho de 1994 o edifício anterior foi destruído por um carro-bomba. "Exigimos que a causa AMIA seja declarada causa de Estado. Não o fizeram nem (os ex-presidentes Carlos) Menem, nem (Fernando) de la Rúa, nem (Eduardo) Duhalde. Esperamos que você o faça, senhor presidente. Passaram-se nove anos sem justiça, mas não passou nem um dia sequer sem memória", disse o presidente da AMIA, Abraham Kaul, dirigindo-se a Kirchner, que o acompanhava em um palanque montado no meio da rua.

Agencia Estado,

18 Julho 2003 | 21h49

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