Juiz acusa funcionário do Irã de assassinar jornalista

Um juiz que investiga a morte de uma fotojornalista no Irã acusou nesta segunda-feira um agente do Ministério da Inteligência do país por assassinato semi-premeditado. O juiz Javad Esmaeili comandou um inquérito independente sobre a morte da fotógrafa iraniana-canadense Zahra Kazemi, ocorrida em 10 de julho. O juiz considerou que o culpado pela morte foi um funcionário do ministério que havia interrogado a fotógrafa. Sua identidade não foi revelada. Zahra Kazemi morreu em conseqüência de ferimentos ocorridos no período em que esteve sob custódia. O Canadá exerceu forte pressão sobre o Irã a respeito do caso, já que a fotógrafa, nascida no Irã, também tinha cidadania canadense. Zahra foi enterrada em sua cidade natal, contra o desejo de seu filho, que vive em Montreal. Em resposta, o Canadá retirou seu embaixador de Teerã. Zahra foi presa por ter fotografado um protesto de estudantes em Teerã. Depois de 77 horas de interrogatório, ela foi levada a um hospital em estado grave, mas morreu 14 dias depois.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.