Juiz argentino intervém em empresa de TV do Grupo Clarín

Um juiz argentino interveio nesta terça-feira em uma empresa de TV a cabo e Internet do Grupo Clarín, principal fonte de receitas do conglomerado, em uma decisão que a gigante da mídia atribuiu à influência do governo e que tentará reverter.

REUTERS

20 de dezembro de 2011 | 21h20

"Os advogados trabalham para reverter a decisão do juiz", disse à Reuters Carlos Moltini, gerente-geral da Cablevisión, à qual a justiça designou um coadministrador sem deslocar a direção da companhia, que deverá se dividir em 60 dias.

O principal executivo da Cablevisión afirmou à Reuters que "um juiz influenciado por um grupo de mídia aliado ao governo pretende decretar que a Cablevisión não existe mais".

Moltini disse que a Cablevisión ficou ciente da ordem judicial quando 50 policiais se apresentaram em sua sede central para uma busca que afetou o trabalho de 2 mil pessoas.

O Clarín vem denunciando uma campanha de perseguição por sua posição crítica ao governo, que acusou a empresa por supostos delitos na compra da Papel Prensa, que produz o papel para jornais.

Paralelamente à decisão judicial, o Congresso argentino se prepara para aprovar uma lei para dar mais poderes ao Estado a fim de controlar a produção e venda de papel para jornais.

As ações do Clarín caíram 11 por cento nesta terça-feira, o menor nível em dois anos.

(Reportagem de Walter Bianchi e Guido Nejamkis)

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