Juiz australiano revoga suspensão de visto de médico indiano

Governo tem três semanas para recorrer de decisão e impedir que Mohammed Haneef possa voltar ao país

Efe,

21 de agosto de 2007 | 03h37

Um juiz australiano revogou nesta terça-feira, 21, a suspensão do visto de trabalho do médico indiano Mohammed Haneef, detido em julho por suspeita de participação nos atentados fracassados de junho no Reino Unido. Assim o médico poderá voltar a trabalhar na Austrália. Jeffrey Spender, juiz do Tribunal Federal em Queensland, anulou a suspensão da permissão ordenada em 16 de julho pelo ministro de Imigração, Kevin Andrews. Agora, o governo tem três semanas para recorrer e impedir que Haneef, de 27 anos, possa voltar para a Austrália. O médico indiano foi acusado pela Promotoria de "apoio imprudente a uma organização terrorista". A alegação era de que um cartão telefônico no seu nome tinha sido achado no carro lançado contra o aeroporto de Glasgow, na Escócia, em 30 de junho. Mas a acusação se mostrou falsa. Haneef, primo de dois dos implicados nos atentados fracassados, saiu da cadeia depois de pagar uma fiança. Mas ficou em prisão domiciliar por ter perdido a licença para residir e trabalhar na Austrália e abandonou o país em 27 de julho. O Tribunal Federal determinou que o ministro Andrews suspendeu o visto unicamente devido à "associação" de Haneef com os supostos terroristas. Mas o juiz não considerou o motivo suficiente para o cancelamento.

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