Jose Luis Gonzalez|Reuters
Jose Luis Gonzalez|Reuters

Juiz autoriza extradição do ‘Chapo’ para os Estados Unidos

Envio do chefão do tráfico ao país vizinho depende, agora, de uma decisão do Ministério das Relações Exteriores do México

Estadão Conteúdo, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2016 | 20h47

CIDADE DO MÉXICO - Horas antes de o chefão mexicano do narcotráfico Joaquín “El Chapo” Guzmán ter sido transferido para um centro de detenção em Ciudad Juárez, cidade próxima à fronteira do México com os Estados Unidos, no sábado, um juiz federal se pronunciou a favor de sua extradição para o território americano, revelou ontem um dos advogados do criminoso. 

A entrega do traficante à Justiça americana, agora, depende de uma aprovação do Ministério das Relações Exteriores mexicano. “O Juizado Terceiro do Distrito de Processos Penais emitiu uma opinião que diz ser favorável à extradição”, disse à agência AFP José Refugio Rodríguez, defensor do líder do poderoso cartel de Sinaloa que fugiu de dois presídios de segurança máxima e foi considerado, até sua recaptura em janeiro, o traficante de drogas mais procurado do mundo.

A partir dessa decisão judicial, a chancelaria tem 30 dias úteis para analisar o pedido americano e resolver “em definitivo se a extradição procede ou não”, informou o advogado. Dois pedidos de extradição pesam sobre Guzmán, um de uma corte da Califórnia por crime de introdução e distribuição de cocaína, e outro do Texas por homicídio.

Embora Rodríguez diga estar “absolutamente convencido” de que a chancelaria concederá a extradição, afirmou que a defesa tem mais 30 dias para recorrer da decisão.

Transferência. Guzmán foi levado durante a madrugada de sábado para o presídio Centro Federal de Readaptação Social (Cefereso) número 9, considerado por defensores dos direitos humanos como a pior prisão do México. Apesar do resultado negativo em relatórios como o elaborado em 2015 pela Comissão Nacional de Direitos Humanos mexicana, o Cefereso 9 é bem avaliado em “condições de controle”. 

A preocupação das autoridades mexicanas é tentar cercar os contatos possíveis do narcotraficante e evitar uma terceira fuga – o presídio de Altiplano era considerado o mais seguro do país até o ano passado, quando Guzmán conseguiu escapar por um túnel de 1,5 quilômetro cavado por cúmplices pelo lado de fora. A rota de fuga chegou ao piso do banheiro da cela do chefão, que usou uma motocicleta modificada para percorrer o trajeto subterrâneo. / AFP e AP

 

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