Juiz britânico concede liberdade a Assange sob pagamento de fiança

Fundador do WikiLeaks é acusado de crimes sexuais pelas autoridades da Suécia

Associated Press e Reuters

14 de dezembro de 2010 | 13h36

Atualizado às 16h04

 

LONDRES - A Justiça do Reino Unido concedeu liberdade a Julian Assange, fundador do WikiLeaks, sob pagamento de fiança, segundo o veredicto de um juiz do Tribunal de Magistrados de Westminster nesta terça-feira, 14.

 

Veja também:

especialEspecial: Por dentro do WikiLeaks

blog Radar Global: principais vazamentos do 'cablegate'

lista Veja tudo o que foi publicado sobre o assunto

 

O australiano estava preso há uma semana, quando se entregou às autoridades britânicas para cooperar com as investigações da polícia da Suécia, que o acusa de crimes sexuais.

 

Os promotores suecos que estavam presentes à audiência de Assange disseram que recorreriam à sentença, segundo informações passadas pelo Mark Stephens. Assim, Assange pode permanecer mais dois dias preso.

 

O juiz Howard Riddle concedeu liberdade ao australiano até que seja realizada a próxima audiência sobre o caso, marcada para 11 de janeiro. Ele disse que Assange deve se manter em "condições estritas" enquanto enfrenta o processo de extradição da Suécia.

 

Entre as condições, Assange terá de usar um dispositivo eletrônico que controlará sua localização. Além disso, precisará se apresentar à polícia diariamente às 18 horas e deverá ser mantido em custódia durante dois períodos fixos. A fiança dele foi fixada em 200 mil libras (US$ 310 mil ou R$ 541 mil).

 

O tribunal londrino estava lotado de advogados e jornalistas. Também estavam presentes personalidades de todo o mundo, como o cineasta britânico Ken Loach e a socialite Jemima Khan, que ofereceram 20 mil libras cada para pagara fiança de Assange.

 

Assange é considerado o responsável pelo vazamento dos mais de 250 mil documentos americanos, que começou no dia 28 de novembro e causou constrangimento às autoridades americanas por ter revelado segredos da política externa dos EUA. Washington classificou a ação como irresponsável e como uma ameaça à segurança nacional.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.