Juiz chileno indicia generais por crimes da ditadura

Um juiz chileno decidiu indiciar cinco generais da reserva, acusando-os de ter culpa em uma série de assassinatos cometidos depois do golpe militar de 1973. O juiz, Juan Guzmán, acusou os cinco militares de colaborar na morte de 20 prisioneiros políticos no sul do Chile. Essas teriam sido algumas das vítimas do episódio que ficou conhecido como ?Caravana da Morte?, em que um total de pelo menos 95 pessoas teria sido assassinado, de acordo com o juiz. O mesmo Guzmán indiciou em 2001 o ex-ditador chileno, Augusto Pinochet, acusando-o de ter culpa nos crimes cometidos pela ?Caravana da Morte?. O caso contra Pinochet, contudo, foi arquivado devido ao frágil estado de saúde do general. Segundo a agência de notícias Associated Press, entre os indiciados pelo juiz Guzmán está o general Sergio Arellano, que foi comandante do esquadrão que teria organizado os assassinatos. Os militares foram acusados de colaborar com homicídios realizados em três cidades do sul do país. Dois dos generais já haviam sido previamente indiciados por Guzmán, sob a acusação de envolvimento em 75 mortes. As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.