Juiz condena piloto que rezou antes de acidente

Um piloto que começou a rezar em vez de tomar medidas de emergência antes de um acidente que matou 16 pessoas, em 2005, foi condenado nesta semana a 10 anos de prisão por homicídio culposo (não intencional). O co-piloto do avião de uma empresa tunisiana que caiu no mar, perto da costa da Sicília, recebeu a mesma sentença.A caixa-preta do avião mostrou que o piloto Chefik Gharbi perdeu o controle da situação, cedeu o controle ao copiloto e começou a rezar, segundo reportagem da agência italiana Ansa.Gharbi e o copiloto, Ali Kebaier, estão entre os 23 sobreviventes. Os promotores afirmaram que ambos foram omissos por não terem iniciado os procedimentos de emergência. As autoridades italianas de aviação apuraram que o avião modelo ATR-72 caiu por falta de combustível. O medidor de abastecimento instalado na aeronave era de um modelo errado e não acusou corretamente o esvaziamento dos tanques.O juiz Vittorio Anania, de Palermo, atribuiu a queda também a uma falha humana. Outras cinco pessoas, incluindo os executivos da empresa aérea Tuninter, também foram condenadas e receberam penas mais brandas. Outras duas foram absolvidas.Os advogados de defesa planejam apelar da sentença sob a alegação de que Gharbi "está convencido de que fez tudo ao seu alcance para salvar o maior número possível de vidas". Segundo sua advogada, Francesca Coppi, "diante do perigo, ele invocou seu Deus, assim como qualquer pessoa teria feito." O voo fretado da Tuninter voava de Bari, na Itália para o resort de Djerba, na Tunísia. Caiu no mar antes de chegar a Palermo, onde tentaria um pouso de emergência.

, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.